Semusa realiza mobilização preventiva contra a doença

02/Dez/2019 - 22:25

As ações da gestão Hildon Chaves para fortalecer a saúde preventiva no município de Porto Velho continuam com seu cronograma de atividades. Na manhã desta sexta-feira (29), a Secretaria Municipal de Saúde realizou um pit stop na avenida 7 de Setembro com Marechal Deodoro para distribuir material educativo, divulgando os sinais e sintomas da tuberculose.

Segundo a secretária municipal de saúde, Eliana Pasini, a tuberculose continua a merecer especial atenção dos profissionais de saúde e da sociedade. "O Brasil é um dos 22 países priorizados pela Organização Mundial de Saúde que concentram 80% da carga mundial de Tuberculose", observou.

Doença infecciosa e contagiosa, a tuberculose é causada por uma bactéria, o Mycobacterium tuberculosis, também denominado de bacilo de koch.

De acordo com Nilda Barrros, enfermeira, especialista em Pneumologia Sanitária, que atualmente está á frente da Coordenação Municipal de Tuberculose de Porto Velho, um dos problemas no combate à doença é o abandono do tratamento.


"Infelizmente, os usuários iniciam o tratamento e apresentam melhora clínica e abandonam antes do término, isso é grave pois a doença pode se tornar resistente, sem contar que tuberculose é uma doença grave que pode levar a óbito", alertou ela.

NÚMEROS

Porto Velho apresenta indicadores epidemiológicos que preocupam, pois, o abandono de tratamento é alto. O Ministério da Saúde preconiza uma taxa de cura de 85% e abandono de no máximo 5%. No entanto, em 2018, a cura dos novos casos de tuberculose da forma pulmonar positiva na capital foi de 71,4% e o abandono do tratamento foi de 26,5%.

De acordo com relatório lançado pela OMS (10/2017), em 2016 10.4 milhões de pessoas adoeceram com tuberculose, dentre esses casos, cerca de 600 mil apresentaram alguma forma de resistência ao tratamento, e 1,7 milhão de pessoas morreram por conta da doença no mundo.

A distribuição dos casos está concentrada em 315 dos 5.564 municípios do País, correspondendo a 70% da totalidade dos casos. O estado de São Paulo detecta o maior número absoluto de casos.

Hoje ainda morrem 4,5 mil pessoas por tuberculose, doença curável e evitável. Em sua maioria, os óbitos ocorrem em regiões metropolitanas e em unidades hospitalares. Também é a primeira causa de morte por doenças infecciosas no mundo.

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